A disposição de cortar gastos por parte de quem tem a chave dos dois maiores cofres públicos do País – a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) – será combustível para fazer de 2015 um ano de confrontos, avalia o líder do movimento do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), organização que chegou a levar, em um único ato, 12 mil pessoas às ruas em São Paulo no ano passado.
“Acho que a tendência é você ter um acirramento das lutas sociais no País”, afirmaGuilherme Boulos, coordenador do MTST, em entrevista ao iG.
A expectativa de Boulos é que haja uma convergência entre mobilizações trabalhistas e aquelas relacionadas a outros direitos, como habitação (no caso do MTST) e transporte (no caso do Movimento Passe Livre), que tiveram mais destaque em 2014 e 2013, respectivamente.
“Esse ano é difícil dizer o que vai prevalecer, mas vai haver uma confluência de lutas.”
Por
Anderson Passos e Vitor Sorano – iG São Paulo
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