Eleições 2018

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POR LETÍCIA SANDER, DIRETORA DA SUCURSAL DE SÃO PAULO

Enquanto a campanha não invade o tradicional palco da TV, os candidatos investiram pesado nas redes sociais. E problemas começam a aparecer. No fim de semana, um suposto esquema de propaganda ilegal na internet veio à tona. Uma militante revelou, no Twitter, ter recebido ofertas de dinheiro para publicar conteúdo elogioso a políticos do PT nas eleições, o que é proibido por lei.

Nesta segunda-feira, O GLOBO teve acesso a um email que traz mais uma evidência de que houve propostas financeiras concretas para estes “influenciadores”: no caso, a oferta de ao menos R$ 1,5 mil por mês para replicar conteúdos elogiosos à esquerda.

O PT, em nota, disse que não contratou nenhuma empresa para fazer divulgação remunerada de conteúdo nas redes. O PSDB entrou na Justiça acusando propaganda ilegal. A pergunta que resta é se e quando alguém será punido.

Pedro Doria resume o drama e as consequências legais e políticas do uso das redes. Ele aponta que, sem que haja uma denúncia específica, é praticamente impossível fiscalizar a prática de pagar por posts. Ou seja, a promessa de que seria possível ter precisão no alcance do que é veiculado na internet é falsa e a manipulação destes números ocorre com facilidade.

Na sexta-feira temos a estreia do método até hoje mais tradicional de exibição de políticos ao público, a propaganda obrigatória eleitoral na TV. Será o horário eleitoral mais enxuto desde as eleições de 1989. A força da TV como influenciadora do voto será, portanto, testada nesta eleição. A das redes sociais, seus riscos e fragilidades, também.
Fonte: O GLOBO

 

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