Lula fala como se fosse um novo expoente na política brasileira

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Por: João de Tidinha

O presidente Lula está tão ocupado em parecer um “renovador político” que parece ignorar que a renovação que o Brasil precisa é na economia — e com certa urgência. Mesmo com o prazo se esgotando para que 50% de todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos passem a enfrentar novas exigências e tarifas, Lula prefere agir como se já estivesse em clima de campanha para 2026. O tom dos discursos? É como se estivesse subindo ao palanque pela primeira vez. A responsabilidade pelos impactos que essa mudança trará à economia — já fragilizada — parece não constar em seu roteiro.

Ele fala como se fosse um estreante que acabou de descobrir o Brasil, não como alguém que ajudou a moldá-lo nos últimos 19 anos. O preço disso é alto, literalmente: empresários preocupados, mercados tensos e cadeias produtivas ameaçadas… e enquanto isso, o presidente segue vendendo esperança como se fosse mercadoria de exportação.

A narrativa é velha conhecida: repetir promessas, apontar culpados difusos, e se apresentar como salvador da pátria — tudo isso embalado em frases de efeito e memórias seletivas. Mas quando a realidade bate à porta, com prazos vencendo e prejuízos à vista, ele não atende. Está ocupado demais ensaiando para 2026.

Se esse é o novo expoente da política, talvez seja hora de recalibrar as expectativas. Porque no fim das contas, o que estamos exportando com cada discurso não é só soja, carne, suco de laranja, café ou minério — é também a velha política fantasiada de novidade.

 

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