
Por: João de Tidinha
Na política, a ideia de traição é frequentemente evocada quando um político muda de partido ou de posição. De fato, isso ocorre frequentemente, e na sua maioria das vezes, não por princípios ideológicos e sim por interesses políticos. Esses interesses, podem variar desde a manutenção e/ou ampliação do poder, fortalecendo a representação política do município nas eleições majoritárias de 2026, quando serão eleitos Presidente da República, Senadores, Governadores, deputados Federais e estaduais.
Todos devem lembrar que Antônio Carlos Magalhães (ACM) exerceu uma influência significativa na política da Bahia por mais de 40 anos. Durante esse período, ele liderou o chamado “carlismo”, um grupo político que se consolidou como a maior força do estado. Essa hegemonia só foi quebrada em 2006, quando Jaques Wagner, do PT, foi eleito governador, derrotando Paulo Souto, grande estrela do “carlismo”, que era filiado ao Partido da Frente Liberal (PFL), atualmente conhecido como União Brasil.
Nessa nova hegemonia, muitos políticos de Euclides da Cunha e de outros municípios, incluindo deputados estaduais, federais, prefeitos e vereadores mudaram de lado e aderiram ao novo grupo.
O deputado José Nunes pertencia ao Grupo “carlista” e “soutista” comandando o município por décadas com essa bandeira. Com a “mudança dos ventos”, ele, juntamente com outros “carlistas” e “soutistas”, mudaram, passando a defender outra agremiação partidária, aliados ao poder vigente (PT).


Aqui em Euclides da Cunha, nas recentes mudanças partidárias, os vereadores Simone Matos e Neném de Assis (PSD) aderiram ao projeto do prefeito Luciano (PDT), passando a compor o grupo da situação.
Simone Mattos, assim como Neném de Assis, são figuras bastante conhecidas na política de Euclides da Cunha, ambos, exercendo a função de vereador por diversos mandatos consecutivos. Simone Mattos na última eleição de 2020, foi reeleita com quase 2.000 votos.
Foi o bastante para que o grupo adversário, através de entrevistas em emissoras locais, incluindo o próprio ex-deputado José Nunes a desqualificar e insinuar, situações desabonadoras sobre ambos pelo simples fato de ter perdido dois importantes membros do seu grupo político.
Concluindo, na política a mudança de lado é muito comum. Vejam por exemplo o caso do Alckmin. Antes um ferrenho crítico do Lula, hoje é seu vice-presidente.
Na arena política o jogo sempre foi esse:
Se você for meu aliado, tem todas as virtudes. Se for adversário, tem todos os defeitos e vira bandido com todos os adjetivos depreciativos possíveis.
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