Por:Rômulo Faro
A euforia dos pretendentes a cargos no segundo mandato do governador Jaques Wagner (PT) pode acabar hoje. Foi o que ele mesmo prometeu durante o cortejo da Lavagem do Bonfim na última quinta-feira (13). Apesar do mistério, para surpresa de muitos, a executiva estadual do PT indicou o nome do professor doutor da Universidade Federal da Bahia e presidente do Conselho de Cultura do Estado, Albino Rubim, para substituir Márcio Meirelles na Secretaria da Cultura.
Apesar da indicação, Rubim preferiu ser cauteloso. “Eu fui indicado pelo PT, mas quem decide isso é o governador. Seria precipitado eu falar essas coisas sem que tenha decisão do governador”, minimizou.
Aliado a isso, o fim de semana foi agitado para os petistas empenhados em conquistar mais espaço para a legenda no secretariado de Wagner. Além da reunião na qual o nome do professor Albino Rubim foi indicado, figurões, a exemplo do presidente estadual da legenda, tiveram ontem um encontro a portas fechadas com o chefe do Executivo baiano.
Como o governador tem dito desde que surgiram as especulações sobre a composição do secretariado para a segunda gestão que não tem pressa e que pode não haver grandes mudanças, por conta de este ser um governo “de continuidade”, sua assessoria disse à Tribuna da Bahia que pode ser que ele não defina todo o time hoje.
“Estamos aguardando as instruções dele (do governador) para divulgação dos nomes. Não há nenhuma certeza de que será tudo de vez. Vamos ver se sairá fumaça branca”, disse a assessoria de Wagner.
No rol dos nomes cotados para entrar no time de Wagner estão o do deputado federal reeleito Zezéu Ribeiro, que não esconde de ninguém o entusiasmo de chefiar a Secretaria de Planejamento (Seplan), o do suplente da senadora Lídice da Mata (PSB), Nestor Duarte (ainda não há informação de pasta específica), o vice-governador Otto Alencar (PP) também aparece na lista dos possíveis secretários e deve comandar os trabalhos da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra).
Ex-secretário do Turismo, Domingos Leonelli (PSB), que tentou voltar à Câmara dos Deputados, mas não teve resposta positiva das urnas, é nome dado como certo para voltar à pasta.
Na seara dos que deverão dar continuidade a seus trabalhos, estão o secretário das Relações Institucionais de Wagner, Cezar Lisboa, considerado como principal articulador da composição das secretarias; Oswaldo Barreto (Educação); Eva Chiavon (Casa Civil); Jorge Solla (Saúde); César Nunes (Segurança Pública); Carlos Martins (Fazenda); Cícero Monteiro (Desenvolvimento) e o secretário da Comunicação, Robinson Almeida.
Fonte: TB
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