Arenas na marca do pênalti!
Poucos anos após a realização do Mundial-2014, o Brasil vem assistindo a uma sucessão de denúncias de que as obras para construir ou reformar os estádios foram marcadas por esquemas de corrupção. Até o momento, nove estádios foram mencionados na Operação Lava-Jato por acusações de superfaturamento e pagamentos de propina a políticos. O LANCE! elenca quais são os estádios mencionados até o momento
Maracanã (Rio de Janeiro)
Entenda o caso
Com obras avaliadas inicialmente em R$ 600 milhões, o estádio teria visto deu custo “inflacionado” por uma série de irregularidades. O ex-governador Sergio Cabral Filho exigiu receber pagamento de 5% de propina do valor da construção à Andrade Gutierrez e à Odebrecht. Além disto, a Odebrecht teria fraudado licitações, e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) cobrou uma percentagem para aprovar a concessão do estádio.
Arena Corinthians (São Paulo)
Entenda o caso
Com construção estipulada inicialmente em R$ 350 milhões, a Arena Corinthians (feita para o Mundial-2014) também foi marcada por suspeitas de corrupção. A Odebrecht teria entregue planilhas nas quais apontam o pagamento de R$ 500 mil ao ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, e R$ 50 mil a Vicente Cândido, à época dirigente da CBF.
Mineirão (Belo Horizonte)
Entenda o caso
O Gigante da Pampulha voltou a ficar em evidência nesta semana. Joesley Batista, um dos empresários da JBS, revelou que o governador Fernando Pimentel pediu o repasse de R$ 30 milhões em propina na construção do estádio. Em troca, 3% das ações do palco da goleada por 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil iriam para a empresa. Além disto, a Construcap foi acusada de desvio de dinheiro, público. Seu valor inicial das obras era de R$ 423 milhões
Mané Garrincha (Brasília)
Entenda o caso
Obra mais cara dos estádios para a Copa do Mundo, o Mané Garrincha tornou-se palco também de acusação de superfaturamento nesta semana. Os ex-governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz, teriam pedido 1% de propina sobre o valor de estádio, e houve um favorecimento para a empresa Andrade Gutierrez fazer a obra. Orçada em R$ 600 mi inicialmente, a obra foi superfaturada em R$ 900 milhões.
Arena Pernambuco (São Loureço da Mata)
Entenda o caso
Informações do Ministério Público Federal (MPF) apontam que houve irregularidades no estádio de Pernambuco. A Andrade Gutierrez teria ficado à frente das obras da Arena graças a um “favor” da Odebrecht, que combinou de sair da licitação. Há suspeitas de superfaturamento também na Arena Pernambuco, feita em São Lourenço da Mata.
Arena da Amazônia (Manaus)
Entenda o caso
A construção do estádio de Manaus também envolveu pagamento de propina. Em delação premiada, ex-executivos da Andrade Gutierrez afirmaram ter mandado 10% sobre o valor da obra a Eduardo Braga e Omar Aziz, ambos ex-governadores do Amazonas. As obras inicialmente custariam R$ 515 milhões.
Arena das Dunas (Natal)
Entenda o caso
As suspeitas se estendem à Arena das Dunas, também construída para o Mundial-2014. O senador Agripino Maia foi acusado de receber propina da OAS para a realização das obras, que também foram superfaturadas. Inicialmente, o estádio estaria orçado em R$ 350 mi.
Arena Fonte Nova (Salvador)
Entenda o caso
Além do acordo entre as empreiteiras para a licitação, as obras da Fonte Nova renderam suspeitas de superfaturamento. A reconstrução do estádio, inicialmente, custaria R$ 591 milhões.
Castelão (Fortaleza)
Entenda o caso
As empreiteiras Andrade Gutierrez, Odebrecht e Queiroz Galvão admitiram que combinaram para definir qual empresa ficaria responsável pelas obras da Copa do Mundo de 2014 no estádio. Curiosamente, o Castelão custou menos do que o previsto (suas obras eram orçadas em R$ 623 mi).
MSN
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