O caótico trânsito de Euclides da Cunha

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O trânsito na cidade de Euclides da Cunha é uma desordem total. Ninguém respeita nada. Todos ao mesmo tempo querem ter a preferência. No último final de semana, na travessa que liga a Praça do Jardim á Rua da Igreja (beco do Potamio), quase fui atropelado no passeio por um motoqueiro. São poucos os motoristas (de carros e motos) que respeitam as regras (se existem) de trânsito em Euclides.

Euclides da Cunha já é uma cidade de médio porte, que deve possuir uma frota de cerca de sete mil veículos circulando. Apesar disso, o município possui um trânsito que ainda conserva características de cidades bem pequenas. Motociclistas sem capacetes, veículos estacionados em locais inadequados, inexistência de semáforos, de faixa de pedestres, passageiros e motoristas sem cinto de segurança, etc, etc.

Em todas as vias do Centro Comercial, carros pequenos e grandes ficam estacionados dos dois lados da rua, bloqueando a passagem de outros veículos. Em dia de feira-livre então, a coisa se agrava. Quem chega às ruas Oliveira Brito, Élson Torres de Aquino e Ruy Barbosa em horário comercial, transitar é um exercício de paciência e encontrar um lugar para parar é uma verdadeira loteria.

Torna-se necessário que o poder público adote medidas voltadas à utilização das vias, com a manutenção e sinalização viárias, com campanhas de educação de trânsito e com a imprescindível e necessária fiscalização, objetivando proporcionar um trânsito em condições seguras para a população.

O Código Brasileiro de Trânsito – CTB (instituído pela Lei n 9.503, de 23 de setembro de 1997) estabeleceu novas competências aos Municípios. Eles passaram a responder por todas as questões envolvendo o trânsito. Portanto, cabe à esfera municipal a fiscalização de trânsito, autuando e aplicando as medidas administrativas cabíveis. A falta de providencias do poder público municipal coloca em risco diariamente à vida de muitas pessoas. As associações de classes, mais especificamente a CDL, deveriam cobrar da prefeita uma atitude responsável em relação a esse assunto, pois é bom lembrar que a reorganização do trânsito, assim como também a reabertura do matadouro, a revitalização do parque de exposição – este, ao invés de revitalizado, foi eliminado – foram promessas de campanha que não se efetivaram. E já se passaram cinco anos.

 

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