A defesa do doleiro Alberto Youssef pediu a nulidade das escutas telefônicas que embasam a Operação Lava-Jato, a reunião de todas as ações penais num único processo, por serem fatos interligados, e afirmou que políticos e agentes públicos foram os maiores responsáveis pelo esquema que desviou fabulosas quantias dos cofres da Petrobras. O advogado Antonio Figueiredo Basto, que defende o doleiro, reuniu num organograma todas as obras e pagamentos de propinas feitos pelas cinco empreiteiras já denunciadas pela força-tarefa do Ministério Público Federal. De acordo com o documento, as obras somaram R$ 34,7 bilhões e apenas a propina da diretoria de Abastecimento, que passava por Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, atinge R$ 244 milhões.
Segundo a defesa, o “conluio entre políticos e empreiteiras” ocorreu sem a participação de Youssef. “Não é preciso grandes malabarismos intelectuais para reconhecer que o domínio da organização criminosa estava nas mãos de agentes políticos… “, diz o documento. (OGlobo)
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