
Por: João de Tidinha
O governo tem incentivado a classe trabalhadora assalariada a tomar empréstimos de todas as formas possíveis, com destaque para os consignados e aqueles com garantias reais. Essa política, no entanto, parece priorizar o consumo desenfreado, mesmo entre os já endividados, aposentados e a classe média. O resultado? Uma espiral de dívidas que agrava ainda mais a situação financeira dessas pessoas. Na maioria das vezes, esses empréstimos são usados para quitar dívidas vencidas ou para cobrir despesas básicas do dia a dia, especialmente em um cenário de inflação crescente nos alimentos.
Essa prática é uma perversidade com a classe trabalhadora e uma irresponsabilidade por parte dos governantes. Tudo isso parece ser feito com o objetivo de melhorar os índices de aprovação de um governo mal avaliado, em detrimento do bem-estar econômico da população.
Dinheiro emprestado é, sim, necessário. Mas deve vir acompanhado de juros menores e ser destinado a investimentos que gerem produtividade e agreguem valor à economia. Programas populistas que não promovem crescimento econômico sustentado, são tragédias anunciadas, pois produzem mais inflação.
Um exemplo recente é o programa da Farmácia Popular, que promete 100% de gratuidade em 41 medicamentos e itens. No entanto, em alguns municípios do sertão da Bahia, essa promessa muitas vezes não se concretiza. Em farmácias credenciadas, a gratuidade simplesmente não existe, especialmente no caso do medicamento dapagliflozina 10 mg, comercializado como Forxiga, usado no tratamento de diabetes. Isso levanta questões sobre a eficácia e a transparência dessas iniciativas.
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